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Aplicativo Quick voice: uma ferramenta de acessibilidade para deficientes visuais

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Legenda

Adilson Gomes dos Santos

Ariston de Lima Cardoso

Eniel do Espírito Santo

A condição humana, na perspectiva de Hannah Arendt, está para além do conceito de natureza humana, neste sentido as ciências humanas envolvem a tecnologia e a educação para atender as necessidades do ser humano como um todo em uma ''sociedade em rede'' [1], [2].

Dessa forma, a inclusão se apresenta como um estruturante da sociedade contemporânea, um direito de acesso. Conforme o Relatório Mundial sobre a Pessoa com Deficiência [3], pessoas com deficiência apresentam taxas mais baixas de uso de tecnologias digitais da informação e comunicação (tecnologia móvel: telefones celulares, smartphones, tablets, notebooks) em relação às pessoas sem deficiência, apesar do avançado desenvolvimento das tecnologias à acessibilidade com uma interação segura e eficiente, ainda que limitada em um produto com desenho universal.

O potencial dos dispositivos móveis e sem fio de oferecer informação em qualquer tempo e espaço, abre um leque de possibilidades para a aprendizagem, e o mobile learning (m-learning) apresenta-se como um importante ambiente de aprendizagem.

A partir do cenário apresentado, o Grupo de Tecnologia, Engenharia, Robótica e Física (G-TERF) e o Grupo de Estudos sobre Educação Diversidade e Inclusão (GEEDI) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) idealizou o projeto de pesquisa com o desafio de construir um aplicativo para converter código de barras bidimensional (QR Code) em arquivo de texto, seja por escrito ou em áudio. Com o advento da convergência de mídias para os dispositivos móveis, que possibilitou a realização de tarefas de outros dispositivos (computadores, televisores, etc), transformou uma grande parcela da população em usuários das tecnologias móveis com novas possibilidades de aprendizagem apresentadas pelas tecnológicas digitais.

A inclusão das pessoas com deficiência visual que, cada vez mais, passam a utilizar os dispositivos móveis no seu cotidiano para ampliar sua comunicação e acessar informações. O ''Quick Voice'', aplicativo de tecnologia assistiva, promove à autonomia e independência de acesso à informação para usuários como limitações visuais. Nesse processo de inclusão, a utilização do App ''Quick Voice'' na mediação da aprendizagem das pessoas com deficiência visual, na abordagem da Tecnologia Educacional, apresenta potencialidades de utilização dos dispositivos móveis, o mobile learning (m-learning) como ambiente de aprendizagem, cada vez mais presentes na forma de vida imposta pela 'sociedade em rede'.

Neste sentido, o conjunto de técnicas que promova à mediação da aprendizagem utilizando meios tecnológicos, entendida como tecnologia educacional, utiliza os recursos tecnológicos de acordo com o momento histórico, contudo, a educação no sentido formal ainda resiste às mudanças. Assim, o desenvolvimento tecnológico aumentou a complexidade, todavia as potencialidades de uso ainda não estão exploradas na sua totalidade.

Segundo Vygotsky [4], a aprendizagem é um processo sociointeracionista, o aprendiz constrói conhecimentos da mesma forma que internaliza padrões de comportamento, que o transforma ao mesmo tempo em que está a transformar o objeto. Desta forma, o ''Quick Voice'' oportuniza a inclusão, respeitando as individualidades com a utilização dos dispositivos móveis pelos deficientes visuais.

Este trabalho propõe o desenvolvimento de um aplicativo para dispositivos móveis capaz de converter código de barras bidimensional (QR Code) em arquivo de texto, seja por escrito ou em áudio, com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas deficiência visual ao conteúdo do código, que pode ser ouvido em qualquer lugar, respeitando os princípios de acessibilidade e de usabilidade. Aborda a inclusão das pessoas com deficiência visual no processo de aprendizagem a partir do entendimento que inclusão só se efetiva com a mudança de comportamento da sociedade. O ''Quick Voice'' está disponível online, sem custo, no Google Play.

Tecnologias Assistivas

A Tecnologia Assistiva (TA) tem avançado constantemente, devido a demanda advinda do processo de inclusão sócio-educa- cional de pessoas com deficiência. Segundo o Comitê de Ajudas Técnicas da Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), a Tecnologia Assistiva

(...) é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social [5].

Compreende-se dessa forma, que a Tecnologia Assistiva engloba recursos e serviços que objetivam favorecer autonomia no desenvolvimento de ações em áreas diversas, como: educação, trabalho, mobilidade, lazer, comunicação, dentre outras fundamentais para a garantia da qualidade de vida e inclusão em variados ambientes sociais, facilitando a vida dos usuários em relação ao desenvolvimento da rotina diária, da comunicação, da locomoção, da aprendizagem, assim como do uso do computador.

Têm sido adotadas referências com diferentes apresentações de aplicação e focos de organização, para a classificação da Tecnologia Assistiva, tais como: ISO 9999; Classificação Horizontal EuropeanActivities in Rehabilitation Technology -- HEART; e Classificação Nacional de Tecnologia Assistiva, do Instituto Nacional de Pesquisas em Deficiência e Reabilitação, dos Programas da Secretaria de Educação Especial, Departamento de Educação dos Estados Unidos [6].

No processo de classificação de Tecnologia Assistiva, são consideradas algumas categorias, as quais podem ser: Auxílios de mobilidade; Auxílios para a vida diária e vida prática; Comunicação Aumentativa e Alternativa; Recursos de acessibilidade ao computador; Auxílios para cegos ou para pessoas com visão subnormal; Auxílios para pessoas com surdez ou com déficit auditivo; Adaptações em veículos [7].

A TA pode ser de baixo ou alto custo. Mendes & Lourenço (8) destacam que na literatura os diferentes tipos de TA são classificados em três categorias, sendo estas:

a) recursos de baixa-tecnologia: recursos simples, não elétricos, cuja vantagem seria o baixo custo e que requerem menos treinamento para uso; b) recursos de média-tecnologia: geralmente elétricos, porém sem um sistema computacional; e c) recursos de alta-tecnolo- gia: que geralmente requerem sistemas computadorizados, operados através de programas de softwares especiais, que são mais complexos e às vezes multifuncionais e requerem treino para uso (p. 425).

Galvão Filho (9), ao exemplificar recursos de TA de baixo custo demonstra que muitos podem ser feitos artesanalmente, tais como:

(...) suportes para visualização de textos ou livros (foto abaixo); fixação do papel ou caderno na mesa com fitas adesivas; engrossadores de lápis ou caneta confeccionados com esponjas enroladas e amarradas, ou com punho de bicicleta ou tubos de PVC ''recheados'' com epóxi; substituição da mesa por pranchas de madeira ou acrílico fixadas na cadeira de rodas; órteses diversas, e inúmeras outras possibilidades (p.208).

Os recursos de Tecnologia Assistiva podem assim proporcionar novas possibilidades para a participação das pessoas com deficiência nos espaços sociais, e ainda potencializar as já existentes. Ressalta-se ainda, a possibilidade de utilização das TIC como recursos de Tecnologia Assistiva, tornando possível ou facilitando o uso de equipamentos e o desenvolvimento de atividades por pessoas com deficiência. Segundo Galvão Filho (9),

(...) as TIC podem ser utilizadas ou como Tecnologia Assistiva, ou por meio de Tecnologia Assistiva. Utiliza-se as TIC como Tecnologia Assistiva quando o próprio computador é a ajuda técnica para atingir um determinado objetivo. Por exemplo, o computador utilizado como caderno eletrônico, para o indivíduo que não consegue escrever no caderno comum de papel. Por outro lado, as TIC são utilizadas por meio de Tecnologia Assistiva, quando o objetivo final desejado é a utilização do próprio computador, para o que são necessários determinadas ajudas técnicas que permitam ou facilitem esta tarefa. Por exemplo, adaptações de teclado, de mouse, software especiais etc (p.191).

Os softwares especiais de acessibilidade são programas especiais de computador que possibilitam ou facilitam a interação da pessoa com deficiência com o programa. Através dos softwares especiais de acessibilidade, diversas adaptações podem ser realizadas para favorecer a acessibilidade ao usuário. São exemplos de softwares especiais de acessibilidade: softwares leitores de textos; leitores de tela; simuladores de teclado e mouse; sistemas computacionais de comunicação alternativa, entre outros.

A utilização de softwares de acessibilidade, possibilita o atendimento às necessidades do usuário, facilitando o seu acesso e utilização ao computador, e consequentemente às atividades desenvolvidas através deste equipamento.

Além dos recursos de TA, destaca-se também os seus serviços sendo que estes favorecem a inclusão da pessoa com deficiência mediante o fornecimento de orientações para que ela possa utilizar equipamentos, auxiliando assim a autonomia do sujeito. Também denominado Sistema de Prestação de Serviços, o Serviço de Tecnologia Assistiva é conceituado pela Eustat Consortium (10) como,

(...) o conjunto de facilidades, procedimentos e processos que actuam como intermediários entre estruturas do mercado de TA e os utilizadores finais, de modo a facilitar o acesso das pessoas com deficiência a estas tecnologias, através de ajuda financeira, competência profissional, informação, formação etc (p. 17).

Assim, por meio da utilização dos recursos ou serviços de TA, a pessoa com deficiência pode ter uma maior facilidade no uso de equipamentos, assim como no desenvolvimento de ações que sem estes seriam mais difíceis de realizar.

Aprendizagem com Mobilidade (M-Learning, U-Learging)

O Brasil terminou o primeiro trimestre de 2015 com 283,4 milhões de telefones celulares e densidade de 138,98 cel/100 hab segundo a empresa de consultoria Teleco, sendo que desse total 75,48% são de assinantes na modalidade pré-pago. Em relação aos assinantes móveis no mundo inteiro, a consultoria MobiThinking apontou em maio de 2014 já existirem quase 7 bilhões de assinaturas de telefones celulares, o que representa um número de celulares equivalente 95,5% da população mundial. Sem analisar a possibilidade de que algumas pessoas possam possuir mais de uma assinatura, a verdade é que uma parcela significativa da população hoje possui acesso a esses serviços, cenário promissor para a prática educativa. Nesse contexto, o m-learning se apresenta como uma nova possibilidade de aprendizagem, como mediador no processo de construção do conhecimento de forma ubíqua.

As possibilidades que os dispositivos móveis e sem fio apresentam no processo de aprendizagem na modalidade educacional a distância apoiada nos conceitos de aprendizagem móvel (m-learning) e aprendizagem ubíqua (u-learning) na sociedade em rede, segundo Castells [2], está estruturada nas tecnologias, que ressignificou a forma de viver em sociedade. Nesse contexto, o desafio da educação na contemporaneidade está no ressignificar os processos de ensino e de aprendizagem influenciada pela ''tecnologização'' da sociedade que modificou a forma de fazer educação, as relações sociais e o mundo do trabalho, impondo a necessidade da aprendizagem permanente.

A tecnologia educacional, nesse cenário, busca novas possibilidades educacionais para as práticas docentes, através das tecnologias móveis e sem fio que ultrapassam as paredes dos espaços físicos das escolas. Desta forma, a modalidade de ensino tanto presencial quanto as distâncias começam aos poucos a modificar o paradigma educacional com a aprendizagem mediada por redes de computadores (e-learning), a aprendizagem por dispositivos móveis sem fio (m-learning) e a aprendizagem ubíqua, que integra as anteriores tornando-se ainda mais imersiva (m-learning), como alternativa para otimizar e administrar o tempo na sociedade em rede. Entretanto, a fragilidade dessas modalidades está no processo de ensinar e aprender, pois ter apenas o acesso aos dispositivos móveis e consequentemente a informação não é suficiente, é preciso saber utilizá-la na perspectiva metodológica da mediação pedagógica do ensino e aprendizagem.

Nos dispositivos móveis e sem fio, a informação está acessível em qualquer tempo e espaço, oferecendo maior autonomia ao aprendiz. Mas, ter acesso à informação não significa, necessariamente, acesso a um processo de aprendizagem, ou seja, às possibilidades de passar de um conhecimento pouco organizado para um mais organizado. Nesse sentido, quando a mediação pedagógica consegue intervir na ZDP são estimulados processos internos ainda não amadurecidos nos aprendizes, tornando-se um instrumento significativo para a orientação da forma de trabalhar educação [4].

As implicações desse conceito no processo de ensinar e aprender tem importante relevância nas pesquisas sobre a aprendizagem escolar. Nessa perspectiva, ressaltam-se as ligações existentes entre fala e pensamento, entre sentido e significado. No processo de aprendizagem, os mecanismos mentais do aprendiz, presentes na relação com o objeto exerce uma atividade mediada por instrumentos e signos, ocorrendo o processo de internalização a partir da mediação externa com o objeto em interação [4].

Essas observações demonstram que a utilização do aplicativo para dispositivos móveis, ''Quick Voice'', com o conceito da ZDP tem o caráter social de inclusão dos deficientes visuais no processo de aprendizagem formal e não-formal, considerando-se as mediações histórico-culturais possíveis nesse cenário. Par- tindo-se do pressuposto que o aprendiz é capaz de construir mais com o auxílio de um mediador do que faria sozinho, o desenvolvimento do aplicativo foi orientado para exploração da ZDP, por meio da qual são desenvolvidas as capacidades e habilidades potenciais. E, a partir do momento, que são internalizadas, passam a fazer parte das conquistas independentes da pessoa com deficiência visual. Vale ressaltar, que em todo o processo de desenvolvimento, não se perdeu a atenção para a complexidade do processo de aprendizagem pelo deficiente visual, que não é estritamente homogênea e harmoniosa [4].

Quick Voice: Construção e Aplicações

O acelerado desenvolvimento dos dispositivos móveis e sem fio abre novos caminhos para a inclusão da pessoa com deficiência. Esta realidade tem estimulado novas pesquisas com as tecnologias móveis que apontam para novas concepções e possibilidades pedagógicas que surgem na sociedade contemporânea. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 10% da população global são de pessoas com deficiência, mais de 700 milhões de pessoas. No Brasil, de acordo com o Censo 2000 (IBGE), 24,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência. Esses dados demonstram o grande do desafio a ser enfrentado na construção de uma sociedade inclusiva, que respeite às diferenças e garanta o acesso universal aos direitos [5].

Apesar do inegável avanço e inovação dos dispositivos móveis sem fio com a crescente convergência de mídias, que transformou a forma de comunicar e empoderar o usuário para interagir, participar e de influenciar na sociedade em rede. Todavia, uma parcela significativa de usuários foi esquecida por essas inovações, as pessoas com deficiência visual. A maioria são usuários de telefones celulares com teclado tradicional, com a função de receber chamadas e ligar para números memorizados.

Com o objetivo de oportunizar a inclusão desse grupo de usuários com deficiência visual, de aproximadamente 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual no Brasil (IBGE), aos dispositivos móveis e sem fio, o Grupo de Tecnologia, Engenharia, Robótica e Física (G-TERF) e o Grupo de Estudos sobre Educação Diversidade e Inclusão (GEEDI) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) criaram o aplicativo chamado ''Quick Voice'', para cegos e deficientes visuais, para converter código de barras bidimensional (QR Code) em arquivo de texto, seja por escrito ou em áudio, auxiliando principalmente pessoas com deficiência visual. Sem a necessidade de equipamentos de custo elevado e difícil usabilidade, qualquer pessoa pode acessar um site ou software de criação de etiquetas em QR Code e transformar um texto numa etiqueta, podendo imprimir em sua impressora comum. A partir desse material, outra pessoa tem a possibilidade de transcrever essa etiqueta em áudio, o que possibilitaria a leitura do texto completo.

O "Quick Voice" foi desenvolvido em dispositivos ANDROID 4.3 e os dispositivos anteriores precisam ter conexão com a internet para realizar a conversão. A partir da versão ANDROID 4.3, é possível baixar o módulo offline de vozes do ANDROID e realizar a conversão mesmo estando desconectados. Para utilizar o ''Quick Voice'' como um recurso para a Tecnologia Assistiva, aplicativo desenvolvido em pelo GTERF/UFRB com intuito dar acessibilidade as pessoas com deficiência visual.

O Código QR (sigla do inglês Quick Response) é um código de barras bidimensional que pode ser facilmente digitalizado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. Esse código é convertido em texto (interativo), um endereço URL, um número de telefone, uma localização georreferenciada, um e-mail, um contato ou um SMS.

Por se tratar de um item de baixa complexidade, o QR Code pode ser empregado em diversos ambientes e com diversas funcionalidades. Em geral, o propósito do QuickVoice -- Leitura QR Code é tornar possível o entendimento do conteúdo associado ao código QR, por meio de áudio. Com isso, temos a possibilidade de empregá-lo em ambientes e elementos que se tornam chave para a tecnologia assistiva. Além de ser facilmente encontrado, o código QR também pode ser facilmente gerado, como pode ser visto no site http://qrcode.kaywa.com/ A partir dele ou de outros softwares semelhantes é possível inserir o texto desejado ou a URL e criar o QR code desejado. Veja Figura 1.


Figura 1: Código QR Code.


Na concepção do aplicativo ''Quick Voice'' foi empregado um botão de acionamento rápido para a leitura do QR Code, que também pode ser feita agitando o aparelho. Constam dois botões auxiliares, Apagar' eRepetir', utilizados respectivamente para apagar o texto recém transcrito para repeti-lo. Ao pressionar qualquer um dos botões por um dado instante, é possível ouvir qual sua funcionalidade, para só depois acioná-lo, conforme Figura \ref{image35}.


Figura 2: Aplicativo Quick Voice.


A utilização do ''Quick Voice'' é relativamente simples, pois utilizando a câmera do dispositivo para capturar as imagens do QR e um decodificador que transforma as imagens geradas em strings de texto em que é lida e convertido em áudio, podendo ser utilizado em muitos seguimentos desde revista, livros, panfletos, identificação de lugares e objetos que estes estejam codificados, conforme a Figura 3.

O Quick Voice está disponível para Android, foi desenvolvido no APP Inventor uma plataforma do Massachusetts Institute of Technology - MIT na plataforma é possível desenvolver aplicativos para dispositivos móveis utilizando blocos de comando.


Figura 3: Utilização do Quick Voice.


A codificação do livro ''Linguagem e suas Tecnologias'' do curso de Graduação em Matemática utilizado na Superintendência de Educação Aberta e a Distância (SEAD) da UFRB, o conteúdo de cada página foi disposto em dois Códigos QR Code com 45mm \times 45mm posicionados de forma padrão nos cantos superior e inferior direito. Para isso, foi utilizado o site QR Creator, um programa que pode ser instalado gratuitamente no computador e que permite codificar sem que esteja conectado à internet para criar o QR Code.

Considerações finais

A partir da revisão de literatura sobre a aprendizagem com moblidade (m-learning) e dos conceitos de tecnologia assistiva avaliados, este trabalho oferece uma análise sobre o ''Quick Voice'', um aplicativo abrangente que promove à acessibilidade das pessoas com deficiência visual.

Dessa forma, contribuir para disseminar a aprendizagem (m-learning), oferecendo um aplicativo com o intuito da inclusão social e do ambiente educacional brasileiro em que o usuário de tecnologias móveis ganha um novo papel -- o de aprendiz.

Contudo, apenas a familiarização e o acesso dos deficientes visuais às tecnologias móveis, por si só, não garante a adesão ao m-learning. Para garantir o uso contínuo e eficaz dos usuários, que são responsáveis por suas aprendizagens, é necessário internalizar que o m-learning está presente em qualquer tempo e espaço no que diz respeito ao processo de aprendizagem.

Referências

[1] Arendt, H. (2009). A Condição Humana. (10 ed.). Rio de Janeiro: Forense Universitária.

[2] Castells, M. (2006). A sociedade em rede. (9 ed.). São Paulo: Paz e Terra.

[3] OMS. (2012). Relatório mundial sobre a pessoa com deficiência. Tradução de: World Report on Disability (World Health Organization). Governo do Estado de São Paulo, Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo.

[4] Vygotsky, L. (1998). A formação social da mente (6 ed.). S.P.: Martim Fontes.

[5] BRASIL. (2007). Ata da 7ª Reunião do Comitê de Ajudas Técnicas. Acesso em 13 de Mai de 2014, disponível em Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.: Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. Ata da 7ª Reunião do Comitê de Ajudas. http://www.infoesp.net/CAT_Reuniao_VII.pdf.

[6] BRASIL. (2009). Tecnologia Assistiva. Subsecretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Brasília: Comitê de Ajudas Técnicas. Fonte: Comitê de Ajudas Técnicas. Tecnologia Assistiva. Brasília: CORDE, 2009.

[7] BERSCH, R. (2008). Introdução à Tecnologia Assistiva. CEDI -- Centro Especializado em Desenvolvimento Infantil. Porto Alegre: CEDI.

[8] MENDES, E., & LOURENÇO, G. (2012). Recursos computadorizados de Tecnologia Assistiva para estudantes com paralisia cerebral em múltiplos contextos. IN: 2012, Dimensões pedagógicas nas práticas de inclusão escolar. Marília: ABPEE.

[9] GALVÃO FILHO, T. A. (2009). Tecnologia Assistiva para uma escola inclusiva: apropriação, demanda e perspectivas. Salvador: Universidade Federal da Bahia.

[10] CONSORTIUM., E. (1999). Educação em tecnologias de apoio para utilizadores finais: linhas de orientações para formadores. Acesso em 31 de mar de 2013, disponível em EUSTAT CONSORTIUM.: http://portale.siva.it/files/EUSTAT_Tec_Pt.pdf.