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O USO DE APLICATIVOS EDUCATIVOS COMO RECURSOS PEDAGÓGICOS

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Romário Pereira Carvalho1

Odair Neves Ledo2

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar reflexões sobre os aplicativos educacionais como recursos pedagógicos no ambiente da sala de aula. Para tanto, foi realizado pesquisa de campo por meio de entrevista a dois profissionais de educação: uma professora e uma diretora do município de Serra do Ramalho. Embasamos o trabalho nos seguintes autores: Capobianco (2010), Costa (2011), Silva e Borba (2013). O estudo mostrou que as crianças dos dias atuais sentem a necessidade de aprender por meio de recursos digitais, fortalecendo a interação entre os sujeitos e tendo o privilégio de aulas mais dinâmicas e atrativas.

Palavras-chave: Aplicativos. Educação. Sala de aula.

1. Introdução

Este trabalho tem como objetivo apresentar reflexões sobre os aplicativos educacionais como recursos pedagógicos no ambiente da sala de aula, ferramentas que podem ser utilizados como recursos auxiliares para o desenvolvimento da aprendizagem. A pesquisa foi realizada em uma escola do município de Serra do Ramalho. Para melhor compreensão foram feitas indagação sobre como os aplicativos educacionais ajudam as crianças a obterem melhores resultados diante dos conteúdos proposto de forma significativa.

2. Percurso Metodológico

Para o desenvolvimento deste trabalho sobre o uso de aplicativos educativos como recursos pedagógicos, fez uso de uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa e, a entrevista como instrumento de coleta de dados a entrevistado. Foram sujeitos dessa pesquisa, duas professoras que atuam nos anos iniciais do ensino fundamental em uma comunidade do município pesquisado.

3. Tecnologias na sala de aula

O uso de dispositivos tecnológicos como a internet, smartphones, tablets entre outros, tornou-se uma realidade nas comunidades e também nos ambientes escolares. A evolução dos softwares tem buscado proporcionar maior interatividade do público aos seus aplicativos, favorecendo um aprendizado mais dinâmico e interativo tendo em vista a facilidade de correlações dos instrumentos de aprendizagem.

As Mídias Digitais como os softwares disponibilizados por meio de aplicativos no aparelho celular são de fácil propagação entre os jovens. Em virtude deste novo espaço, Capobianco (2010) afirma que tais ferramentas oferecem recursos para potencializar os processos na área de educação abrindo novas possibilidades para complementar o ensino formal.

Para Costa (2011, p. 88) afirma: ``A tecnologia sozinha não potencializa a aprendizagem se não for aliada à prática pedagógica do professor'', sintetizando a importância da atuação do professor no processo de mediação entre aluno, tecnologia e conhecimento. tecnologias por si só não motivam e não chegam ao viés pedagógico, tornando-se interessante que os professores busquem se qualificar e construam projetos com objetivos específicos que melhore suas práticas educativas.

Antes da implantação das novas tecnologias na prática pedagógica do professor, é necessário que ele passe por uma capacitação, para poder operar os equipamentos de forma correta e incremente metodologias adequadas na utilização dessas ferramentas. Além do mais, é preciso que os educadores se disponham a participar de capacitações, cursos e formações, e, principalmente, estarem abertos a mudanças. Só assim eles poderão se atualizar e melhorar a sua prática de ensino diante as TIC. (COSTA, 2014, p. 50)

De acordo com Costa, faz-se necessário que antes de a escola fazer a inserção de tecnologias no âmbito educacional, que a mesma busque promover qualificações tecnológicas, para que os professores passem a ter conhecimentos sobre o uso de determinadas ferramentas, ficando entendido que os mesmo nasceram em outras décadas, nas quais não se fazia uso efetivo destes novos aparatos Espinheira dialoga,

Sentimos muitas dificuldades quando vamos usar tecnologias nas salas de aula, sabemos que somos de outras era, e hoje os meninos já nascem tecnológicos, mas sermos de outra era não significa que não podemos aprender e inovar nossas aulas, são desafios necessários que fazem de nós professores seres pesquisadores e de constantes aprendizagens.

De acordo a fala da professora, os alunos já são nativos digitais, sabem utilizar diversos tipos de tecnologias e os professores estão em processos de evolução e em constantes aprendizagem, e isso torna-se importante para os mesmos serem seres pesquisadores e inovadores.

Neste viés, a Professora, Aroeira salienta que,

Gosto de inovar minhas aulas, há anos que venho percebendo o gosto dos alunos com os celulares, e com a utilização de aplicativos e da internet, resolvi trabalhar de acordo a prática deles. Levando para sala de aula o google Earth, duolingo, google para pesquisas, tradutor, os alunos gostam muitos, lidam com essas ferramentas no seu cotidiano.

A professora Aroeira, mostra suas preocupações para com os alunos, modernizando suas aulas e fazendo com que os mesmos participem e aprenda os conhecimentos do livro didático a partir do seu conhecimento tecnológico já impregnado nos sujeitos que nasceram nessa época das tecnologias.


Figura 1: Imagens sem descrição.


Fonte: Imagens sem fonte.

Google Earth explora imagens de satélite do mundo todo, terrenos e construções em 3D em centenas de cidades. Aumente o zoom para encontrar sua casa ou qualquer outro lugar. Podendo ser utizado com frequências nas aulas de Geografia.

Duolingo para Escolas. Agora a plataforma de aprendizado de idiomas mais popular do mundo está disponível para a sala de aula. Milhares de professores já estão usando para elevar as suas aulas.

Google tradutor, aplicativo que traduz 103 idiomas apenas digitando, no modo off-line: traduza idiomas quando estiver sem conexão com a Internet.

O google no contexto educacional, serve para busca de pesquisas e conteúdos e vídeos na internet.

Neste sentindo, Silva e Borba salientam que,

No paradigma educacional inserido a incorporação de diferentes tecnologias, é preciso aprender a lidar com toda a diversidade e abrangência destes recursos bem como suas novas possibilidades de comunicação e interação, pois elas possibilitam a professores e alunos um novo potencial educativo com alguns elementos que são próprios dessas novas tecnologias: rapidez, recepção individualizada, interatividade e participação e hipertextualidade. (2013, p.04).

Neste viés, os autores fortalecem a ideia da implementação das tecnologias nos ambientes escolares e suas diversas possibilidades de trabalho, aponta também as diversidades presentes quando se insere tecnologias no contexto educacional. Em entrevista com a professora Espinheira, a mesma salienta sobre sua afinidade com os aplicativos educacionais e sua inserção no ambiente escolar,

Antigamente eu trabalhava somente no quadro negro e o livro, quando tinha, depois chegou à lousa branca, com este processo de evolução busquei me qualificar para poder inovar minhas aulas, pesquisando na internet, encontrei dois aplicativos mais que interessantes Palma escola e Google sala de aula, são aplicativos que usamos nos celulares e nos computadores, os alunos mostram bem mais empenhados quando usamos desses recursos. (Espinheira, 2019).


Figura 2: Imagens sem descrição.


Fonte: Imagens sem fonte.

Os aplicativos citados, os mesmos são ferramentas que ajudam no processo da escrita e alfabetização dos anos iniciais o palma escola, desenvolvido para executar em tabletes e smartphones com conteúdos que auxiliam e potencializam o processo de alfabetização de crianças e jovens e adultos. O aplicativo combina sons, letras, imagens, relatórios que gerenciam o processo de ensino aprendizagem do aluno.

O Google Sala de Aula ajuda alunos e professores a organizar as tarefas, aumentar a colaboração e melhorar a comunicação. O Google trabalhou com vários professores para criar o Sala de Aula: uma ferramenta simples e fácil de usar que ajuda os professores a gerenciar atividades. Com ele, os professores podem criar turmas, distribuir tarefas, dar notas, enviar feedbacks e ver tudo em um único lugar. Como podemos perceber, as professoras enfatizam que ao utilizar tecnologias na sala de sala e a utilização de aplicativos educacionais favorecem na comunicação e aprendizagem dos alunos e servem para conecta as outras comunidades e o mundo em geral. Neste sentido é importante assinalar o pensamento de Almeida (2004) ao considerar que,

Para que seja possível usufruir das contribuições das tecnologias digitais na escola, é importante considerar suas potencialidades para produzir, criar, mostrar, manter, atualizar, processar, ordenar. Isso tudo se aproxima das características da concepção de gestão. Tratar de tecnologias na escola engloba, na verdade, a compreensão dos processos de gestão de tecnologias, recursos, informações e conhecimentos que abarcam relações dinâmicas e complexas entre parte e todo, elaboração e organização, produção e manutenção (ALMEIDA, p.02, 2004).

De acordo com Almeida, as tecnologias servem para contribuir, produzir, criar, mostrar, neste contexto, evidenciando que realmente as TIC melhoram a interatividade, e fortalece o conhecimento que é transmitido de forma dinâmica no processo de ensino aprendizagem.

4. Considerações finais

Podemos perceber que na atualidade os professores estão se qualificando para utilização de recursos pedagógicos na sala de aula, inovando suas metodologias e motivado os alunos a aprenderem de forma critica e reflexiva, utilizando os aparelhos tecnológicos e aplicativos a favor da educação pública. A inovação das aulas faz com que os alunos busquem interagir, criar e inovar, possibilitando a aprendizagem da forma que mais lhe chamam atenção no momento atual.

De acordo a fala das professoras entrevistadass, fica evidente que quando são utilizados aplicativos e fazem uso da internet, os alunos se sentem motivados a aprender de forma diferenciada e dinâmica, com o uso das ferramentas como google Earth, que está relacionado ao componente curricular de geografia, o duolingo conectado as aulas de inglês, o google, palma escola e Google sala de aula como instrumento de pesquisas e ferramentas de formação, tornam facilitadores do conhecimento e motivadores da aprendizagem significativa.

Referências

ALMEIDA, M. E. B. Inclusão digital do professor. Formação e prática pedagógica. São Paulo: Articulação, 2004.

APRENDA UM IDIOMA COM O DUOLINGO. Duolingo. Disponível em: https://pt.duolingo.com/. Acesso em 25 de julho 2019.

CAPOBIANCO, L. Comunicação e Literária Digital na Internet -- Estudo etnográfico e análise exploratória de dados do Programa de Inclusão Digital Acessa SP -- PONLINE. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2010.

COSTA, Ivanilson. Novas tecnologias e aprendizagem. 2 ed. Rio de Janeiro: Wak editora, 2014.

CONFESSOR, F. I. C. Novas tecnologias: desafios e perspectivas na Educação. 1. ed. Clube dos autores. Brasil, 2011.

GERENCIE O ENSINO E A APRENDIZAGEM COM O SALA DE AULA. Google sala de aula. Disponível em: https://edu.google.com/intl/pt\%20BR/products/classroom/?modal_active=none. Acesso em 25 de julho 2019.

GOOGLE. Google tradutor. Disponível em: https://translate.google.com.br/?hl=pt-BR. Acesso em 25 de julho 2019.

INOVAÇÃO, EDUCAÇÃO E SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS. Palma Escola. Disponível em: http:// www.palmaescola.com.br/. Acesso em 25 de julho 2019. São Paulo.

O GLOBO MAIS DETALHADO DO MUNDO. Google Earth Disponível em: https://www.google.com.br/earth/. Acesso em 25 de julho 2019

SILVA, Rose Madalena Pereira da, BORBA, Sara Ingrid. As tecnologias na escola do campo -- uma questão de direito a cidadania. II encontro de pesquisas e práticas em educação do campo da Paraíba, 2013.